Rotary Club da Trofa ajuda jovens
e famílias carenciadas

Projecto “Férias do Julinho” foi um sucesso

Divulgamos mais um projecto enquadrado no novo regulamento de candidatura a projectos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa (FRP). Conversámos com Júlio António da Silva Paiva, do Rotary Club da Trofa, responsável por acompanhar o projecto “Apoio nas Férias a Alunos de Famílias Carenciadas”, que decorreu no mês de Julho. O projecto enquadrou-se na ênfase “Combate à Fome e à Pobreza”.

Notícias (N.) – O Rotary Club da Trofa já candidatou vários projectos de apoio à Fundação Rotária Portuguesa. Como tem sido planear e candidatar os projectos e colocá-los à apreciação da Fundação Rotária Portuguesa? Que balanço fazem das actividades realizadas?
Júlio Paiva (J.P.)Em primeiro lugar tem sido um desafio muito enriquecedor ao nível do grupo pois envolve um conjunto alargado de membros num objectivo comum. A atenção aos mais pobres do nosso concelho tem sido uma prioridade desta equipa multidisciplinar. O conhecimento da realidade vivenciada pela equipa dos vicentinos no terreno tem sido muito proveitosa pois tem sido possível agilizar o apoio a quem na realidade mais precisa. Os resultados alcançados têm sido os grandes incentivos para avançarmos a cada ano que passa com novos projectos. Cada projecto resulta precisamente do “feedback” que temos recebido dos vicentinos e desta forma responder às necessidades diagnosticadas por aquela equipa. Tem sido um trabalho de parceria que este clube rotário tem privilegiado pois temos a clara sensação que desta forma estamos a cumprir a nossa missão social.
N. – O presente projecto “Apoio nas Férias a alunos e famílias carenciadas” inseriu-se na ênfase “Combate à Fome e à Pobreza”. Foi um projecto ambicioso. Querem comentar?

J.P. – Este projecto foi pensado para dar resposta a uma problemática que era notória na nossa comunidade. Um conjunto de crianças de famílias mais carenciadas não tinham uma alimentação saudável e passavam a maioria do tempo pelas ruas e parques sem regras nem actividades para desenvolver. A escola termina e o tempo livre não pode ser rentabilizado por dificuldade económica dos pais. Havia um desejo dos pais em ocupar estas crianças mas a sua realidade económica não o permitia. Este projecto, das “Férias do Julinho”, aparecem como uma resposta a esta problemática e de modo muito inovador. Quando elaborámos este projecto pensámos que não seria fácil executá-lo mas sempre estivemos convencidos que o levaríamos ao terreno pois sempre tivemos a sensação que todos os parceiros do projecto estariam disponíveis, cada um segundo as suas possibilidades, em dar-nos o apoio necessário. Facilmente percebemos que todos os intervenientes neste projecto rapidamente o assumiriam e fariam dele também o seu projecto. Desde as entidades patrocinadores, que foram muitas, até às crianças, auxiliares e professores todos ficaram com a sensação que o objectivo principal foi alcaçado. Foram três semanas de actividades lúdicas e pedagógicas de grande valor que motivou crianças e professores. Estamos convencidos que esta actividade fez-nos perceber que vale a pena darmos algo de nós a quem mais precisa e das crianças o que se recebe é mais genuíno.
N. – Para a concretização deste projecto, que decorreu em Julho deste ano, celebraram parcerias? Se sim com quem?
J.P. – Esta actividade denominada “As férias do Julinho” só foi possível graças a um grande número de parcerias. Certamente que temos de salientar as maiores parceiras deste projecto: o Rotary Club da Trofa e a Fundação Rotária Portuguesa, o Conselho de Zona da Trofa dos Vicentinos, a Odlo Portugal Têxteis, Lda e a Câmara Municipal da Trofa. Depois não podemos esquecer que outras empresas, particulares e os próprios intervenientes no projecto deram também muito de si a este projecto. Por tudo isto foi possível concretizar este projecto de outra forma seria impossível responder positivamente a este desafio que foi juntar o combate à pobreza à formação pessoal de crianças e jovens.
N. – Qual a reacção das famílias à ajuda do Rotary Club da Trofa?
J.P. – As expressões: “não pode ser mais uma semana” ou “no próximo ano volta a acontecer este ATL”, são expressões claras do sucesso desta actividade junto das famílias das crianças acolhidas. Uma atitude de gratidão foi notória desde o primeiro dia e significa que respondemos positivamente aos objectivos inicialmente traçados. O Rotary Club da Trofa tem merecido por parte da comunidade e destas famílias em particular um reconhecimento crescente o que nos faz querer que a actividade deste clube está a responder às reais necessidades dos que mais precisam. O conjunto de apoios que o Rotary Club da Trofa tem canalizado para estes projectos catapultou, em conjunto com outras instituições, para a liderança na primazia do apoio social no concelho da Trofa.
N. – No futuro o clube conta apresentar novos projectos? Na mesma área?
J.P.Sim. Os projectos são para continuar. Ainda nesta área do “Combate à Fome e à Pobreza” será apresentado o projecto “Leite na ajuda aos mais desfavorecidos”, que resulta do” feedback” que um conjunto de instituições nos têm feito sobre a dificuldade de fazer chegar este alimento de crucial importância aos mais pobres dos pobres. Este projecto tem assim como público-alvo, principalmente as crianças e idosos das diferentes freguesias da Trofa, podendo ainda atingir outras faixas etárias em casos que se verifique a devida necessidade. A implementação no terreno seria levada a cabo por quatro instituições deste concelho da Trofa: Muro de Abrigo, APPCDM, ASCOR e Conferências Vicentinas do Concelho. Sabemos que este produto não tem chegado às diferentes instituições parceiras neste projecto e pela sua importância na alimentação, sobretudo em algumas camadas etárias, leva-nos a apresentar este projecto para o próximo ano. Como sempre contamos que a primazia no apoio social ganha novo sentido numa sociedade mergulhada numa crise social crescente.