À conversa com os clubes rotários
do Entroncamento e Oliveira de Azeméis

A Fundação Rotária Portuguesa é uma mais-valia para o movimento rotário

Nuno Miguel R. Marques de Sousa Gomes é presidente do Rotary Club do Entroncamento para o ano rotário 2016/2016 e Manuel Bastos Pinto, responsável pela secretaria e subsídios distritais do Rotary Club de Oliveira de Azeméis são os interlocutores para mais uma conversa sobre a atividade dos clubes e a relação que têm com a Fundação Rotária Portuguesa. Neste encontro foram abordadas questões sobre a relação que os clubes têm com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) e acerca do trabalho desenvolvido pela instituição. Oportunidade também para abordarmos a execução do novo Regulamento para Candidatura a Projetos de Apoio da FRP.

 


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Nuno Miguel Gomes: “Os projetos têm sido estruturados para que o apoio da FRP seja uma mais-valia”

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC do Entroncamento com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projetos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
Nuno Miguel Gomes (N.M.G.) – A relação do Rotary Clube do Entroncamento com a Fundação Rotária Portuguesa tem sido profícua em termos de parcerias em diversos projetos, nomeadamente no que concerne ao apoio nas áreas da Alfabetização e Educação e Combate à Pobreza. Nestas áreas tem sido por diversas vezes solicitado apoio à FRP e a mesma tem respondido de forma bastante positiva o que beneficia, acima de tudo, a comunidade que apoiamos. Os projetos têm sido estruturados para que o apoio da FRP seja uma mais-valia.
N. – Qual a opinião do Club em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
N.M.G. – O trabalho efetuado pela FRP nas suas várias áreas de atuação tem sido positivo e mostra a mais-valia que a mesma representa no movimento rotário português. Permite, para além do mais, que projetos de menor envergadura dos clubes possam ser apoiados, pois os valores e meios necessários para as candidaturas aos fundos da Rotary Foundation (RF) são, na maioria das vezes, inacessíveis a clubes do interior e com áreas de influência mais carenciadas.
N. – O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento de ação dos clubes rotários portugueses?
N.M.G. – A ação da FRP tem sido globalmente positiva. No entanto, num momento em que se vive um período mais difícil em termos económicos no País, não podemos negar que a comparticipação do clube e dos sócios do clube para a FRP, para além da quotização normal para o Rotary International (RI) tem sido um dos problemas ao aumento do Quadro Social. Apesar de compreendermos que a FRP necessite das comparticipações dos clubes para apoiar os projetos, o valor da quotização mensal poderia ser revisto para refletir o momento que o país atravessa.
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projetos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o clube é muito ativo. Dos 11 projetos que apresentou entre 2010 e 2014, quatro não se concretizaram. No entanto, o saldo é muito positivo. Que balanço fazem da ação do clube nesta área?
N.M.G. – Claro que só podemos estar agradecidos pela colaboração e parceria que temos tido com a FRP, nomeadamente nos apoios recebidos para os Projetos e Bolsas. Esse facto permite-nos aumentar o número de bolsas e projetos a apoiar pois os fundos angariados pelo clube são maximizados pela comparticipação da FRP. Quem beneficia é a comunidade da área de influência do clube e a imagem de Rotary que sai reforçada.

  • Viseu

Entroncamento: O Entroncamento é uma cidade pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro e sub-região do Médio Tejo, com cerca de 20 000 habitantes. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo. É sede do segundo menos extenso município do País, com apenas 13,73 km² de área e 20 206 habitantes (2011), o que corresponde a uma densidade demográfica de 1 471,7 hab./km², subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Vila Nova da Barquinha, a sul pelo município da Golegã, e a oeste e norte pelo município de Torres Novas. RC do Entroncamento tem 22 rotários e reúne, à quarta-feira, na sede, Rua Infante Sagres, n.º 33, r/c Esq.º (21h30).

 




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Manuel Bastos Pinto: “A relação do Rotary Club de Oliveira de Azeméis com a FRP tem sido bastante profícua”

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC de Oliveira de Azeméis com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projectos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
Manuel Bastos Pinto (M.B.P.) – A relação do Rotary Club de Oliveira de Azeméis com a FRP tem sido bastante profícua, principalmente no âmbito das Bolsas de Estudo para apoiar jovens estudantes carenciados de alto potencial escolar. São já várias dezenas os bolseiros que têm sido apoiados pela própria Fundação e/ou patrocinados pelo clube e por terceiros por si angariados. Após a alteração do paradigma da Fundação, o clube tem apresentado candidaturas a Projetos de Apoio no âmbito da ênfase “Alfabetização e Educação”, nomeadamente para Bolsas de Estudo, tendo também já apresentado candidaturas no âmbito da ênfase do “Combate à Fome e à Pobreza”. Outras parcerias têm sido estabelecidas com a FRP no âmbito da lei do mecenato. Esta boa relação com a FRP tem servido de incentivo para que o clube tenha vindo a subscrever em cada um destes anos pelo menos um Título de Subscritor de Mérito.
N. – Qual a opinião do Clube em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
M.B.P. – A opinião é muito positiva, pois desde a Administração aos funcionários administrativos, sempre temos tido uma boa recetividade às nossas solicitações, num tratamento sempre afável e colaborante que apraz registar. Também a componente técnica tem um nível elevado, seja na apreciação das questões apresentadas, seja na ajuda prestada.
N. – O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os Clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento dos clubes rotários portugueses?
M.B.P. – Não obstante os propósitos meritórios que estiveram na base da mudança de paradigma da Fundação, alargando os apoios a outras áreas que não a juventude escolar, pensamos que sem abandonar essa abrangência, o foco principal da Fundação deve estar centrado no apoio à Educação. A Fundação pode ter também um papel relevante no desenvolvimento de projetos de âmbito nacional que promovam a Imagem Pública do Rotary.
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projetos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o Clube nunca candidatou nenhum projeto. Pensam apresentar no futuro alguma candidatura? Em que área?
M.B.P. – Como se infere da resposta à primeira pergunta, o RC de Oliveira de Azeméis apresentou já diversas candidaturas a Projetos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa. No futuro pensamos continuar a apresentar candidaturas a Projetos de Apoio, nomeadamente na área da Educação, isto sem prejuízo de poder solicitar colaboração noutras áreas.

  • Vila Franca de Xira

Oliveira de Azeméis: Oliveira de Azeméis é uma cidade localizada no concelho homónimo, pertencente à unidade estatística Área Metropolitana do Porto (NUT III) da Região Norte (NUT II), a cerca de 208 metros de altitude e com pouco mais de 20 000 habitantes. A cidade estende-se pelo território da recém-criada freguesia de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madail, bem como São Roque (numa pequena extensão). Mercê da sua íntima ligação com o Porto e outros municípios nortenhos é um dos três únicos concelhos da Beira Litoral que foi incluído na região Norte. É sede de um município com 161,10 km² de área e 68 611 habitantes (2011), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Arouca, a leste por Vale de Cambra e Sever do Vouga, a sul por Albergaria-a-Velha, a oeste por Estarreja e Ovar e a noroeste por Santa Maria da Feira e São João da Madeira. RC de Oliveira de Azeméis tem 22 rotários e reúne, à quarta-feira, na Estalagem S. Miguel (21h00).