A “contribuição da FRP permite (…)
que os projectos se realizem de facto”

Rotaract Club da Moita e Rotary Club de Setúbal

Com o objectivo de divulgar mais um projecto enquadrado no novo regulamento de candidatura a projectos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa (FRP), o Notícias, conversou com Alberto Vale Rêgo, past-presidente 2013-2014 do Rotary Club de Setúbal que esteve ligado ao projecto “Apoio alimentar e equipamento hoteleiro – Restaurante Social da Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Setúbal”, concluído recentemente, e que decorreu no âmbito de parceria realizada entre o Rotary Club de Setúbal e Rotary Club da Moita. O projecto enquadrou-se na ênfase “Combate à Fome e à Pobreza” e consistiu na aquisição de equipamento hoteleiro que potenciou a qualidade de prestação de serviço daquele espaço social.

Notícias (N.) – O Rotary Club de Setúbal já candidatou, dois projectos na área da saúde e um em parceria com o Rotary Club da Moita, enquadrado na ênfase do Combate à Fome e à Pobreza. Que balanço faz?
Alberto Vale Rêgo (A.V.R.)O valor que, através do suporte definido, nos atribui a Fundação Rotária Portuguesa (FRP), é factor de sucesso da dimensão de cada um dos projectos, ampliando os seus resultados na proporção desse valor. Mais do que isso, a contribuição da FRP permite, de certo modo, que os projectos se realizem de facto. Não tendo o nosso clube meios financeiros importantes, a adição aos que temos do valor da FRP torna cada projecto interessante realizável. Em ambos os casos, Saúde Brincando e Apoio ao Restaurante Social da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, integrado em projecto com o Rotary Club da Moita, foi isso que aconteceu e permitiu atingir o objectivo de resultado previsto.
N. – Vamos centrar a atenção no último projecto realizado com o Rotary Club da Moita. Como surgiu a ideia de candidatarem, em parceria, o projecto “Apoio alimentar e equipamento hoteleiro restaurante social da paróquia de Nossa Senhora da Conceição - Setúbal?
A.V.R.Desenvolvemos no ano de 2013-2014 um contacto rotário muito intenso entre os clubes do grupo 11 (Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal), estabelecendo laços fortes de companheirismo e amizade, através de reuniões conjuntas e participação cruzada nos eventos de maior significado rotário. A experiência dos companheiros do Rotary Clube da Moita na candidatura destes projectos ajudou-nos de modo decisivo na apresentação formal à FRP, garantindo a sua adequada formulação e documentação, do mesmo modo que tornou o projecto de maior âmbito e mais significativo socialmente.
N. – Trata-se de um projecto ambicioso. Quer comentar?
A.V.R.No ano passado, o Rotary Club de Setúbal teve uma obra que nos consumiu elevados recursos: a recuperação do edifício que nos foi concedido para sede social. Não teríamos, em princípio, meios para este projecto do restaurante social. Mas, pretendíamos, pela importância dessa obra no meio que serve, ajudar a melhorar as suas condições operacionais, para poderem servir mais e melhor. Tivemos, assim, de organizar acções dedicadas que foram gerando fundos para o realizar e, com o complemento da FRP, chegámos lá.
N. – Qual foi a metodologia de acção?
A.V.R. Constatada a premente necessidade dos equipamentos do restaurante para o seu adequado funcionamento, definimos a lista do que era essencial e obtivemos o respectivo orçamento. Estabelecido o valor, elaborámos o plano de captação de fundos, obtidos exclusivamente do uso do restaurante em reuniões nossas, acumulado o valor do diferencial de preço da refeição e do valor pago por cada rotário ou convidado, da ordem de 10 euros. Depois de duas reuniões de jantar e da receita de um outro evento especial organizado para o mesmo fim, chegámos onde precisávamos. A encomenda do equipamento foi feita e está em fase de instalação.
N. – Para a concretização deste projecto celebraram parcerias? Se sim com quem?
A.V.R.Não realizámos parcerias. O ambiente social e económico nesta zona é grave e não há recepção positiva a estes suportes.
N. – Há quanto tempo funciona o restaurante social? Está aberto a qualquer cidadão?
A.V.R.Cito informação de apresentação do restaurante. “O Restaurante Social da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Setúbal está a funcionar de modo regular desde Junho de 2013, fornecendo, diariamente, sete dias por semana, uma refeição completa a pessoas da comunidade da sua área, com o objectivo de lhes suprir a necessidade básica de alimentação, mas numa base da sua responsabilização e não de suportar dependência ou viciação permanente. Para combater o estigma de “restaurante dos pobres” e promover a coesão e integração social, outras pessoas e grupos, que previamente reservem a sua refeição, podem ali comer as suas refeições, a preços de mercado, contribuindo desse modo para auxiliar nos custos”.
N. – Planos para o futuro. Continuar a desenvolver projectos nesta área? Ou abraçar outros?
A.V.R. Cada ano exige e permite a análise real das necessidades mais prementes da comunidade onde estamos. No ano em curso, daremos, de acordo com o que está definido, ênfase a bolsas de estudo, além de apoios específicos nestas áreas de suporte social a carências básicas das pessoas. E, naturalmente contaremos com o suporte valioso da FRP para a sua concretização.