Entrou com 20 valores na Faculdade
de Arquitetura da Universidade do Porto

Patrícia Resende: a jovem da nota máxima

Terminou o Ensino Secundário com… 20 valores. Patrícia Resende, 18 anos, nascida na Maia, tem por paixão a Arquitetura e foi com orgulho e o sentido do dever cumprido que fez a inscrição na Faculdade de Arquitetura na Universidade do Porto. Foi o concretizar de um sonho. Nada cinzenta no seu dia-a-dia, antes pelo contrário, alegre e divertida, gosta de estar com os amigos, com o namorado e, no seio familiar colheu a vontade de fazer desporto. E como diz o ditado “filho de peixe sabe nadar” tornou-se andebolista de alto rendimento, seguindo de algum modo as pisadas do pai, Carlos Resende considerado um andebolista de excelência. Foi este o mote que constituiu a oportunidade para “Notícias” conversar com a jovem que, com humildade, diz inspirar-se nos “bons exemplos”.

Notícias (N.) – Quem é Patrícia Resende?
Patrícia Resende (P.R.) – É uma rapariga ambiciosa e que trabalha para alcançar as suas ambições. É divertida e gosta de passar o seu tempo com amigos ou com o namorado. É jogadora de andebol no Colégio de Gaia.
N. – Qual a sensação de se ser a aluna com mais alta nota de acesso ao Ensino Superior?
P.R. – É ótimo saber que todo o trabalho realizado ao longo do secundário não foi em vão... Esforcei-me para entrar na faculdade que queria, depois recebi este bónus. É simplesmente excelente!
N. – Arquitetura sempre foi a tua escolha? Ou imaginaste-te a explorar outras áreas?
P.R. – Desde que me lembro que digo que gostava de ser arquiteta, por isso não me imagino a explorar outras áreas.
N. – Ser a melhor aluna foi um objetivo ou um desígnio que ao longo do percurso escolar foi ganhando forma?
P.R. – Nunca foi o meu objetivo ser a melhor, o meu objetivo passava apenas por dar o meu melhor em todas as circunstâncias... O resto veio por acréscimo, fruto do meu trabalho.
N. – Qual é a receita para se ser a melhor aluna?
P.R. – Não existe nenhuma receita em concreto, passa apenas por uma boa gestão e de empenho da parte de cada um de nós.
N. – Empenho, dedicação, vontade. Chegam para se ser boa aluna ou são necessários outros predicados?
P.R. – Penso que qualquer pessoa que possua estas três características pode chegar onde quiser, basta apenas acrescentar-lhe a sua ambição pessoal!
N. – No teu percurso como estudante ter 20 valores a uma disciplina era normal. Como é que os teus pares te viam. Uma colega diferente ou um exemplo a seguir?
P.R. – Este nunca foi um assunto que fizesse parte dos nossos temas de conversa, mas muitas vezes os meus colegas brincavam comigo, perguntando-me se já não estava farta de ser assim, mas no final sempre que tinham dúvidas eu era um dos recursos deles. Por isso acho que andava um pouco no meio de uma colega diferente e um exemplo a seguir.
N. – O estudar não é tudo no teu dia-a-dia. Como é a Patrícia fora da escola?
P.R. – Fora da escola, sou uma rapariga que gosta de ir passear com os amigos, ir ao café ou ir às compras, que gosta de estar com o namorado... Basicamente, faço o mesmo que outro jovem qualquer dentro da minha faixa etária!
N. – Entre outras actividades é sabido que praticas desporto, nomeadamente andebol. É uma modalidade que te chegou via familiar certo?
P.R. – Exatamente, tanto o meu pai como o meu tio materno tinham sido jogadores de andebol e, sendo que o meu pai também havia sido atleta de alto rendimento, era uma modalidade que estava constantemente presente no nosso dia-a-dia.
N. – Que ensinamentos colhes da atividade do teu pai, Carlos Resende, considerado «um dos melhores andebolistas de sempre» e atual treinador do ABC de Braga?
P.R. – Uma coisa que desde cedo aprendi era que os melhores nem sempre eram aqueles que marcavam mais golos num jogo. Mas, sim, aqueles que tinham a capacidade de "ler" o jogo e decidir da forma mais acertada.
N. – Já encaraste a possibilidade de conjugar a arquitetura com uma carreira desportiva, uma vez que és atleta de alto rendimento?
P.R. – Gostava bastante de poder continuar a jogar andebol enquanto estudo, e no futuro enquanto trabalhar, mas não de uma forma profissional.
N. – Qual a tua expectativa para o ano lectivo que está prestes a arrancar?
P.R. – Penso que vou gostar bastante do curso e de todos os meus colegas. Agora é apenas continuar a fazer tudo o que tenho feito até agora: emprenhar-me e esforçar-me para dar sempre o meu melhor!
N. – Planos para o futuro a médio prazo. Concluir o curso e…?
P.R. – Possivelmente, tirar uma pós-graduação na área da reabilitação urbana.

 

Num minuto…

Nome: Patrícia Resende
Idade: 18 anos
Natural: Porto
Reside: Maia
Hobby: Leitura
Livro preferido: Safe Haven, Nicholas Sparks
Músico preferido: Ed Sheeran
Filme que mais gostei: The Best of Me (2014)
Prato preferido é: Picanha com batatas fritas
Praia: Galé, Algarve
País: Portugal
Férias em: Gerês
Viagem que gostava de fazer: Reino Unido
Objectivo de vida: Ser bem-sucedida
O que me inspira é: Bons exemplos

 

Testemunho

Patrícia Resende: “uma aluna de excelência (…) uma mulher de sucesso”

Artur da Costa Lopes de Castro
Rotary Club da Maia
Professor da Patrícia Resende no Colégio de Gaia

Quis o destino que me cruzasse com a Patrícia Resende enquanto seu professor no curso de Desenhador de Projetos – Arquitetura e Engenharia do Colégio de Gaia. Este curso, conhecido na gíria como profissional, oferece uma dupla certificação. Na prática representa uma carga horária superior e uma exigência elevada para os alunos uma vez que, na conclusão do ensino secundário, podem optar por prosseguir estudos ou iniciar a sua vida profissional com um diploma profissional de nível 4. Fazem os mesmos exames do ensino secundário “normal” e lutam nas mesmas condições pelo acesso ao ensino superior.
A Patrícia integrou o curso do qual tenho o prazer de ser professor, na caminhada para o seu sonho de ser arquiteta. Diz quem sabe que os alunos deste curso integram os cursos da área da indústria da construção civil com vantagem pela formação adicional de desenho assistido por computador, técnicas e materiais de construção e desenho técnico. Criam-se profissionais não só pela capacidade técnica mas por “mergulharem” na construção durante os três anos que passam no colégio, falando e debatendo soluções construtivas e avaliando situações reais.
Se provas fossem necessárias de que a Patrícia será uma profissional de excelência, a opção por este curso, longe de casa e com maior carga horária, seria suficiente.
A Patrícia foi e continuará seguramente a ser uma aluna de excelência mas também uma mulher de sucesso. As suas competências vão além da sua impressionante capacidade de absorver conhecimento e de interpretar os objetivos das disciplinas. É também uma rapariga que vive socialmente, partilha tempo com amigos e família e é atleta federada de andebol com chamadas à seleção nacional.
Esta descrição, apesar de curta, mostra a grandeza da Patrícia. No entanto, é nessa mesma grandeza que se destaca a melhor qualidade de todas: a sua humildade. A Patrícia, como aluna mas principalmente como pessoa, revelou-se sempre acessível, simpática e de uma simplicidade única.
Terei gosto em acompanhar o seu percurso de vida, sendo que a minha dúvida não é se voltará a ser capa de imprensa nacional, mas sim quando?