À conversa com os clubes rotários
de Fátima e Paredes

“A Fundação Rotária Portuguesa tem desenvolvido
um trabalho fundamental na sociedade portuguesa”

As pequenas conversas com os clubes rotários continuam, com entrevistas a Alexandre José Monteiro Estêvão, presidente do Rotary Club de Fátima, e a Maria Elisa Teixeira Silva Marques, presidente do Rotary Club de Paredes. As conversas elegem pequena reflexão sobre a relação que os clubes têm com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) e sobre o trabalho desenvolvido pela instituição. Oportunidade ainda para abordarmos a execução do novo Regulamento para Candidatura a Projectos de Apoio da FRP, que este ano comemora o 55.º aniversário.

Alexandre José Estêvão: “este ano rotário
iremos apresentar um projecto à FRP”

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC de Fátima com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projetos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
Alexandre José Estêvão (A.J.E.)O Rotary Club de Fátima (RC de Fátima) teve sempre uma excelente relação com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP). Desde a fundação do nosso clube, a 6 de junho de 1980, já tivemos alguns projectos/parcerias/apoios, principalmente no que concerne à atribuição de bolsas de estudos.
N. – Qual a opinião do Club em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
A.J.E. – O RC de Fátima considera que a FRP tem desenvolvido um trabalho fundamental na sociedade portuguesa, pois tem apoiado diversos projectos sempre numa perspectiva inclusiva, na senda do ideal do bem servir a comunidade.
N.O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento de acção dos clubes rotários portugueses?
A.J.E. – A FRP deve desenvolver, cada vez mais, um trabalho colaborativo de proximidade com os clubes, procurando simplificar, sensibilizar e mesmo incutir à utilização dos seus recursos, para que os clubes possam desenvolver um trabalho mais alargado e consistente junto de uma sociedade que, hoje em dia, apresenta novos desafios, muitas vezes, difíceis de serem superados.
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projetos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o Club nunca candidatou nenhum projeto. Pensam apresentar candidatura num futuro próximo?
A.J.E. – Embora não tenha apresentado nenhuma candidatura à FRP, o RC de Fátima tem desenvolvido, todos os anos, vários projectos locais, perfeitamente enquadrados no seu espaço de influência. Destes, destacam-se, entre outros, a atribuição de uma casa a uma família carenciada; cadeiras de rodas a doentes carenciados; uma ambulância e alguns fatos antifogo aos Bombeiros Voluntários de Fátima; a consecução de projectos rodoviários e arquitectónicos na cidade, como são exemplo disso, as três rotundas, com os respectivos monumentos, que são uma mais-valia, reconhecida pela comunidade local, para Fátima. Para além disso, em comunhão com as escolas do concelho, o RC de Fátima tem realizado anualmente o seu concurso de escrita criativa, que já vai no seu décimo quinto ano. Numa área mais desportiva, o clube tem realizado todos os anos o seu torneio de golfe (este ano será o décimo). Na sequência de uma palestra realizada pelo nosso clube no passado mês de Setembro, subordinada ao tema “Fundação Rotária”, muito bem conduzida pelo nosso convidado, comp.º dr. Luís Valente, este ano rotário iremos apresentar um projecto à FRP.

Maria Elisa Marques: a FRP “desenvolve um trabalho
meritório tanto para a sociedade como para os clubes”

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC de Paredes com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projectos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
Maria Elisa Marques (M.E.M.) – A relação deste clube com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) tem sido positiva, a nível de bolsas, bolsas patrocinadas e outros projectos.
2 - Qual a opinião do Club em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
M.E.M. – A FRP desenvolve um trabalho meritório tanto para a sociedade como para os clubes.
N. – O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento de acção dos clubes rotários portugueses?
M.E.M. – Deverá alargar o seu programa de apoio a acções e projectos, sendo menos burocrática, se possível, facilitando o trabalho dos clubes. Deverá ser facilitado o trabalho dos clubes na passagem de recibos a nível de mecenato, para que estes consigam angariar patrocinadores.
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projectos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o clube candidatou dois projectos. Pensam apresentar no futuro novas candidaturas?
M.E.M. – Claro que pensamos apresentar novas candidaturas no futuro.