Rotary Club de Ermesinde apoia
seis estudantes com bolsas de estudo

Candidatura a projetos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa

 “Notícias” divulga mais um projecto enquadrado no âmbito do novo regulamento de candidatura a projectos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa. Conversámos com Vicente de Sousa Gonçalves, do Rotary Club de Ermesinde (Comissão da Fundação Rotária) e responsável por acompanhar a realização do projeto “6 Bolsas do Ensino Superior” que está a ser implementado pelo clube rotário de Ermesinde, até 31 de Julho de 2016. O projeto visa a concessão de Bolsas de Estudo a 6 alunos que frequentam o Ensino Superior e enquadra-se na ênfase “Alfabetização/Educação”.

Notícias (N.) – O RC de Ermesinde desde a entrada em vigor do novo Regulamento de Candidatura a Projectos de Apoio à Fundação Rotária Portuguesa candidatou 5 projectos, 4 dos quais relativos a bolsas de estudo. A Educação é a grande aposta do clube?
Vicente de Sousa Gonçalves (V.G.) – A Educação é uma área que todo o clube rotário devia privilegiar. Mas, ao colaborar no programa de bolsas de estudo, o clube está a assumir responsabilidades para o futuro, pois os bolseiros estão em diferentes anos de estudo e seria para eles muito frustrante merecerem e não poderem contar com a renovação da bolsa. A Educação é, pois, uma área onde o clube deve e tem de apostar, contribuindo, como está escrito nos objectivos do clube para 2015-2016, “para transformar vidas”.
N. – Actualmente tem a decorrer um projecto na área da Alfabetização/Educação (6 bolsas de estudo Ensino Superior). É um projecto de continuidade?
V.G. – Como se infere das considerações anteriores, é um “projecto de continuidade”. Se quisermos, uma vez iniciado este projecto pelo clube, há a obrigação moral de lhe dar continuidade. São necessárias parcerias, mas se estas não são obtidas significa que o espírito rotário falhou.
N. – Para concretizar este projecto têm parcerias? Se sim, quem são os parceiros?
V.G. – Temos tido parcerias. Algumas desde o início do projecto. É necessário que elas se mantenham e se procurem outras. Neste último projecto as parcerias foram realizadas com a “Bompiso, Comércio de Pneus, SA”, “LAP-Laboratório de Anatomia Patológica, Ld.ª”, “CLEVERSTOURS – Viagens e Turismo, Ld.ª” e um particular “Vicente de Sousa Gonçalves”.
N. – Como está a decorrer este projecto que visa ajudar nos estudos 6 jovens estudantes?
V.G. – Não é de esperar que o projecto não corra bem: as parcerias foram importantes, a Fundação Rotária Portuguesa funciona bem e envia o pagamento das bolsas a tempo e horas; falta a parte dos estudantes que, pelo que sei, também os seus estudos estão a correr bem, mas no fim do ano teremos a avaliação final. Procuraremos manter contacto com as bolseiras, como se verificou com a recente visita de algumas à Unidade de Deficiência do Centro Social e Paroquial de Alfena, que foi beneficiada este ano rotário com um projecto social do clube.
N. – Qual é a reacção das famílias a este apoio dirigido a ajudar a vida académica dos jovens estudantes?
V.G. – As famílias agradecem, pois têm muitas dificuldades, agravadas pelo desemprego e, porque não dizê-lo, também pela instabilidade familiar. Para nós, a quantia pode ser pouco relevante, mas para quem tem dificuldades uma ajuda pequena é sempre muito grande.
N. – A área da Alfabetização/Educação e a da Promoção da Saúde são duas áreas a que o clube dá especial atenção. Pensam diversificar a vossa acção na comunidade?
V.G. – O clube tem também intervenção social na comunidade. Consideramos que a comunidade do clube integra Ermesinde e Alfena; aliás, foi em Alfena, no Centro Social e Paroquial, que o clube realizou a sua primeira reunião com a entrega da “carta constitucional”. No ano rotário de 2014-2015, o clube concorreu a um Subsídio Distrital com projecto que beneficiaria o Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) da Unidade de Deficiência do Centro Social e Paroquial de Alfena. Esta Unidade de Deficiência é a única existente no concelho de Valongo, tem 24 utentes no Lar e 30 utentes do CAO com lista de espera de 300 nomes. O projecto visa (pois está já pronto para receber utentes) ampliar as instalações do CAO de modo a beneficiar mais 30 candidatos. Neste ano rotário 2015-2016, o clube promoveu autonomamente a continuação desse projecto (até porque o subsídio distrital era ainda uma incógnita), que iniciou em Setembro junto de empresas e particulares, tendo entregue à Unidade de Deficiência, em Dezembro passado, a quantia de 2.400,00 euros, reservando mais 1.400,00 euros, para o subsídio distrital que, com ou sem subsídio, reverterão também para a Unidade de Deficiência.