Rotary Club da Figueira da Foz assinou protocolo
que atribui bolsas de estudo a 10 alunos carenciados

 

Iniciativa decorre há 20 anos

Pelo 20.º ano consecutivo o Rotary Club da Figueira da Foz (RC Figueira da Foz) promoveu cerimónia pública de assinatura de protocolos com empresas e entidades públicas e particulares, do concelho da Figueira da Foz, que mais uma vez aceitaram de forma solidária dar continuidade ao programa de bolsas de estudo patrocinadas desenvolvido pelo clube.
Na sessão esteve presente Armindo Carolino, vice-presidente da Fundação Rotária Portuguesa, também envolvida no projecto.
Os patrocínios angariados para este ano lectivo atingem o montante de 7500 euros e permitirão beneficiar 10 alunos – 9 frequentam o ensino superior e 1 o ensino secundário. O projecto envolve as empresas Celbi, Verallia-Saint-Gobain Mondego, Litocar, Microplásticos, Grupo Portucel-Soporcel, Câmara Municipal, Fundação Rotária Portuguesa e de Maria Fernanda Freitas Vieira.
Deste modo, o RC Figueira da Foz dá continuidade a projecto ambicioso que nos últimos 20 anos angariou patrocínios no montante global de 117.427,85 euros, que resultaram em 203 bolsas de estudo que permitiram que 136 alunos do ensino superior e 67 do ensino secundário prosseguissem os respectivos estudos.
O projecto do RC Figueira da Foz integra-se no programa de Bolsas de Estudo da Fundação Rotária Portuguesa que anualmente, através dos clubes rotários, apoia centenas de estudantes carenciados ajudando-os a prosseguir os seus percursos académicos.
A cerimónia teve lugar dia 19 de Novembro, no Hotel Mercure, na Figueira da Foz e contou com a presença de todos os intervenientes.

 

O que eles disseram:

Nuno Antunes Costa - Presidente do RC Figueira da Foz

No âmbito da sessão Nuno Antunes Costa comentou que «o Programa de Atribuição de Bolsas de Estudo a alunos carenciados do nosso concelho, iniciado em 1995/1996 pelo Rotary Club da Figueira da Foz continua, como inicialmente, a estar reforçado de oportunidade, permanecendo como um apoio fundamental para fazer face a situações de verdadeira emergência social, que são uma realidade de muitos dos nossos agregados familiares».
O presidente do RC Figueira da Foz acrescentou ainda que «este programa já com duas décadas, reforçou a ideia, já muito presente em Rotary, de que a Educação é um direito básico fundamental que ajuda ao desenvolvimento de cada indivíduo, permitindo-lhe o cumprimento de outros direitos fundamentais e assegurando que cada pessoa tenha o conhecimento dos seus direitos enquanto cidadão, mas também dos seus deveres cívicos, contribuindo para que homens e mulheres passem também a ser socialmente mais interventivos.
A atribuição de bolsas de estudo foi um projecto prontamente abraçado pelo Clube, que tem tido por parte dos patrocinadores, por parte da comunidade escolar e por parte da das famílias e dos bolseiros, um gratificante reconhecimento».
E concluiu que «a prova disso é adesão dos nossos patrocinadores ao Programa, revelando as suas preocupações sociais e a sua compreensão para as dificuldades económicas destes agregados, mas também a confiança que o seu esforço financeiro contribui para proporcionar a estes jovens os meios necessários para que eles venham a concluir com sucesso o seu percurso académico.
Da mesma forma, também os estudantes têm sabido estimar os compromissos e responsabilidades que sobres eles recaíram, obtendo o aproveitamento necessário para a continuidades deste apoio.
Foram 20 anos de mobilização e de envolvimento por parte de todos, que transformaram este Programa de Atribuição de Bolsas de Estudo, num projecto estruturante para o Rotary Club da Figueira da Foz».
«Um legado certamente para continuar», sustentou.

 

Armindo Carolino - Vice-presidente da Fundação Rotária Portuguesa

A propósito da sessão de assinatura do protocolo designada pelo RC da Figueira da Foz “Comemoração dos 20 anos de Bolsas” o vice-presidente da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) referiu a importância desta iniciativa que envolve a Fundação Rotária Portuguesa, Câmara Municipal da Figueira da Foz, bem como as empresas Celbi, Verallia-Saint-Gobain Mondego, Litocar, Microplásticos, Grupo Portucel-Soporcel, Fundação Rotária Portuguesa e a cidadã Maria Fernanda Freitas Vieira que ao ter conhecimento desta acção «manifestou interesse participar e patrocinar uma bolsa de estudo, a título pessoal».
Armindo Carolino acrescentou ainda que mais do que afirmar que a «Fundação Rotária Portuguesa é a menina dos nossos olhos», como é hábito dizer-se no meio rotário, não pode deixar de frisar a importância de um comentário surgido na sessão e que destaca a FRP «como um “motor” de Rotary em Portugal». Sem o apoio e impulso da FRP, os clubes rotários mais pequenos não teriam a capacidade de poderem fazer o que fazem. A FRP é um elemento facilitador da acção dos clubes».