Entrevista aos clubes rotários de Lagos e Mangualde

Fundação Rotária Portuguesa deve ser elemento facilitador
e patrocinador das principais necessidades dos clubes rotários

António Vidal Santos e Filipe Manuel Gonçalves Pacheco Pais são, respectivamente, os presidentes do Rotary Club de Lagos e do Rotary Club de Mangualde, no ano rotário de 2014/2015. Foi com eles que conversamos colocando ênfase em questões sobre a relação que os clubes têm com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) e sobre o trabalho desenvolvido pela instituição, que este ano comemora o 55.º aniversário. Oportunidade ainda para abordar a implementação do novo Regulamento para Candidatura a Projectos de Apoio da FRP.


António Vidal Santos preocupado em aumentar o quadro social do clube

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC de Lagos com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projectos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
António Vidal Santos (A.V.S.) – O Rotary Club de Lagos tem mantido uma boa relação com a FRP, uma vez que, ao longo dos anos, esta instituição tem apoiado alguns dos nossos projectos, nomeadamente, bolsas de estudo a alunos universitários». E exemplifica «uma aluna natural desta cidade, tirou o seu curso superior de Gestão Hoteleira, graças ao apoio da FRP. Também inúmeros alunos do ensino secundário têm recebido bolsas para frequentar a escola pública com mais entusiasmo, alguns deles, portadores de deficiência, têm recebido também prémios de reconhecimento de acções desenvolvidas em prol da comunidade, entre outros
N. – Qual a opinião do Club em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
A.V.S. – O clube considera que a FRP tem desenvolvido um bom trabalho, por vezes, há situações de apoios que não são atribuídos, ou solicitados, porque os delegados não desenvolvem um trabalho de proximidade junto da instituição, de forma atempada e com os procedimentos exigidos, para que os apoios tenham sucesso.
N. – O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento de acção dos clubes rotários portugueses?
A.V.S. – A FRP deve ter representantes por regiões, de forma a desenvolver sessões de trabalho de proximidade com os diversos clubes, de modo a apresentar a sua página, dando exemplos práticos de utilização dos diversos recursos existentes e sensibilizando-os para a sua utilização em projectos do Rotary.
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projectos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o Club candidatou dois projectos que não foram apoiados. Pensam apresentar no futuro novas candidaturas?
A.V.S.O clube nos últimos anos tem sofrido uma redução de companheiros. O meu objectivo, este ano é aumentar o quadro social e trabalhar com os poucos companheiros existentes. Neste momento, não tenho nenhum programa que se enquadre no âmbito destes projectos, para poder implementar, dado que não tenho apoios locais.

Lagos

  • Viseu

Lagos: É uma cidade portuguesa no distrito de Faro, região e sub-região do Algarve. Localiza-se no Barlavento Algarvio (a zona ocidental do Algarve). É sede de concelho e tem uma população residente de aproximadamente 22000 pessoas (31049 na totalidade do município). É uma cidade historicamente ligada aos Descobrimentos Portugueses, sendo hoje um dos mais atractivos centros turísticos do Algarve, com praias e património de excepção e vida nocturna de grande dinamismo. É sede de um município com 212,99 km² de área e 31049 habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Monchique, a leste por Portimão, a oeste por Vila do Bispo, a noroeste por Aljezur e a sul tem litoral no oceano Atlântico.

 




Filipe Manuel Pais: Rotary Club de Mangualde quer envolver agentes locais na sua acção

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC de Mangualde com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projectos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
Filipe Manuel Pais (F.M.P.) – As relações entre o Rotary Club de Mangualde e a FRP têm tido como principal alavanca de desenvolvimento a candidatura à atribuição de bolsas de estudo para alunos do Ensino Superior. Há vários anos que mantemos activo este tipo de apoio, tendo sido já possível ajudar a custear a conclusão do grau de licenciatura a vários estudantes do nosso concelho». E acrescenta «destacamos o apoio que nos últimos dois anos temos tido de uma das empresas mais relevantes do tecido empresarial local, a CBI – Indústria de Vestuário S.A., que apoia uma bolsa por nós proposta à FRP. Temos sido também contribuintes da Fundação Rotária através de um subsídio anualmente atribuído para a prossecução dos principais objetivos da mesma
N. – Qual a opinião do Club em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
F.M.P. – A Fundação Rotária Portuguesa desempenha um papel fundamental no tecido social nacional, alicerçada nos valores de Rotary e em estreito relacionamento com os mesmos. Tem tido a capacidade de, pensando globalmente, apoiar localmente projectos fundamentais para as comunidades locais.
N. – O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento de acção dos clubes rotários portugueses?
F.M.P. – A Fundação Rotária Portuguesa de forma a cumprir os seus principais desígnios deverá continuar a ser um elemento facilitador e patrocinador das principais necessidades dos clubes rotários nacionais, eventualmente com um maior incremento na qualidade e quantidade de informação disponível». Acrescenta ainda que «deverá ainda manter esquemas simples de acesso a apoios e a programas de forma a não fazer perigar eventuais candidaturas com excesso de tramitação administrativa. O momento actual, ao qual os clubes e suas dinâmicas não são alheios, exige novas respostas. Sectores da sociedade que no passado não careciam de apoio devem merecer a nossa atenção e acção, podendo a Fundação Rotária ser um elemento fundamental para a sua competente implementação
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projectos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o Club ainda não candidatou projectos. Pensam apresentar no futuro alguma candidatura?
F.M.P. – O regulamento para a candidatura está a ser avaliado e, para além da continuidade do programa de atribuição de bolsas, contamos poder apresentar novos projectos. Tentaremos privilegiar aqueles que nos permitam envolver outros agentes locais para que, em rede, consigamos chegar ao maior número possível de beneficiários. Esta intenção enquadra-se no plano de trabalho do ano em que o Rotary Club de Mangualde comemora o 30.º aniversário.

Malgualde

  • Vila Franca de Xira

Mangualde: É uma cidade portuguesa no distrito de Viseu, região Centro e sub-região do Dão-Lafões, com cerca de 7300 habitantes. É sede de um município com 219,26 km² de área e 19880 habitantes (2011), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Penalva do Castelo, a leste por Fornos de Algodres, a sueste por Gouveia, a sul por Seia, a sudoeste por Nelas e a noroeste por Viseu. Em 1102 foi concedido foral ao concelho pelo Conde D. Henrique. Até ao século XIX designou-se Azurara da Beira.