Rotary Club Oeiras regozija-se por estudantes apoiados
com bolsas de estudo integrarem o movimento Rotaract

Candidatura a projetos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa

Divulgamos mais um projecto enquadrado no novo regulamento de candidatura a projectos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa (FRP). “Notícias” conversou com Ana Maria Ribeiro de Carvalho Baptista, representante do Rotary Club de Oeiras à Fundação Rotária Portuguesa e responsável por acompanhar o projecto de Bolsas de Estudo, que decorrerá até Junho de 2016. O projecto enquadra-se na ênfase “Alfabetização/Educação”.

Notícias (N.) – O RC Oeiras desde a entrada em vigor do novo Regulamento de Candidatura a Projectos de Apoio à Fundação Rotária Portuguesa candidatou 13 projectos, enquadrados nas áreas do Combate à Fome e à Pobreza e Alfabetização/Educação. Qual o balanço que faz?
Ana Maria Baptista (A.M.B.) O Rotary Clube de Oeiras, anteriormente ao advento dos projectos, tinha já uma tradição de largos anos na atribuição de Bolsas de Estudo. Daí o facto de termos concorrido logo no 1.º ano de implementação dos Projectos de Apoio inseridos nas Ênfases Presidenciais, na categoria de Educação. Esta é certamente a explicação do elevado número de projetos aprovados. É evidente que estes apoios constituíram um aspecto fundamental para a concretização dos nossos objectivos. Sobretudo também nos motivou a ir mais longe, porque, contando com essa ajuda, lançámo-nos em projectos na área da fome e pobreza.
N. – Em Setembro último o clube candidatou um projecto na área da Alfabetização/Educação que decorrerá até Junho de 2016. Qual o objectivo principal?
A.M.B. – O objectivo principal deste projecto é acompanharmos ao longo do curso alguns bolseiros que apoiamos desde o 10.º ano, dois dos quais já se encontram no 3.º ano do ensino superior. Todos nos têm demonstrado reconhecimento, alguns prestam-nos ajuda e comparecem em actividades do clube, quando solicitados ou simplesmente convidados. Dois dos nossos bolseiros fazem parte do nosso Rotaract. É muito gratificante para nós e, penso, que também para eles. Muitos já terminaram o curso e vêm ao clube assinar as fitas de fim de curso e apresentarem pessoalmente agradecimentos. Também já tivemos desistências pontuais por razões diversas. Nesse caso substituímo-los por candidatos que estejam nas nossas listas de pedidos de apoio. Infelizmente são bastantes!
 

N. – De que forma é que o clube tem conhecimento destes jovens alunos que necessitam de apoio financeiro para prosseguirem os seus estudos?
A.M.B. – O nosso clube tem contacto com as Escolas Secundárias da área, onde desenvolvemos projectos, como “Aluno Melhor Companheiro”, “Ryla” e “Estágios por um dia”. Essas escolas referenciam-nos bons estudantes com graves carências financeiras. Nós correspondemos na medida do possível. É evidente que não a 100%. Também as Juntas de Freguesia, com quem temos estreito contacto, nos dão a conhecer necessidades urgentes em áreas diversas, incluindo a de jovens estudantes necessitados e pessoas em grave situação de pobreza.
N. – Alguns dos 11 alunos que estão inscritos neste projecto de bolsas de estudo já são bem conhecidos do clube. Sentem que é uma responsabilidade acrescida apoiá-los até ao final do percurso académico?
A.M.B. – Sim, sem dúvida. Quando começamos a apoiar um bolseiro, frequente ele o ano que for, fazemos questão em não o abandonar até ao fim da sua formação, Mestrado incluído. Este ano temos um bolseiro que seguimos há 6 anos, já recebeu um prémio escolar da Fundação Rotária Portuguesa, encontra-se no 1.º ano do mestrado em Arquitectura e para o ano fará o 2.º ano.
N. – Para concretizar este projecto o clube conta apenas com o envolvimento dos companheiros ou também tem parcerias?
A.M.B. – Temos alguns patrocínios, dentro do âmbito da responsabilidade social das empresas, que fomentamos, mas não tantos como há anos atrás, por razões por demais conhecidas. Para angariarmos fundos para completar os montantes necessários para os alunos incluídos nos Projectos de Educação (como é exemplo o projecto 469), realizamos diversas actividades, entre as quais o Concerto de Natal com a colaboração graciosa do Coro de Santo Amaro de Oeiras, passeios, espectáculos com a colaboração de universidades seniores e artistas individuais que se dispõem a “ajudar a ajudar”. Os proventos que daí advêm são também para outras acções levadas a cabo pelo clube.
N. – No futuro pensam candidatar projectos enquadrados noutras ênfases ou continuarão a privilegiar a Alfabetização/Educação apoiando jovens estudantes carenciados?
A.M.B. – A atribuição de bolsas de estudo tem sido uma tradição que já conta com quase 30 anos, data da existência do Rotary Club de Oeiras. É na juventude que mais queremos apostar, pois são eles que vão constituir a sociedade do futuro e se têm vontade de vencer, nós queremos ajudá-los e não só com bolsas.
Porém, o Combate à Fome e à Pobreza, área em que foram aprovados 2 projectos, também nos impele a muitas actividades. Todos os anos distribuímos 60 Cabazes de Natal, colaboramos com associações humanitárias da nossa área de implementação, subsidiamos 15 dias de férias a crianças do bairro social onde é a sede do nosso clube, isto para enumerarmos só algumas das nossas preocupações.
Embora a Educação seja uma das nossas principais preocupações, a fome e a pobreza, vêm imediatamente a seguir, até porque temos cada vez mais famílias a passarem por graves dificuldades económicas.
É evidente que dentro da nova política da Fundação Rotária Portuguesa de aprovar um só projecto por clube em cada fase de candidatura, evitando assim chumbar projectos válidos e privilegiando todos dentro do orçamento disponível, torna-se possível voltar a ter projectos aprovados no âmbito da fome e pobreza. (O ano passado tivemos dois projectos recusados nesta enfase, um em Setembro e outro em Fevereiro).
Este ano o clube está a preparar um projeto na ênfase do Combate à Fome e à Pobreza para ser apresentado na época de Fevereiro, cumprindo o objectivo de Rotary “Mais se beneficia quem melhor serve”.
Esta calendarização é motivada pelo estratégia da Fundação Rotária Portuguesa, o que nos leva apresentar os projectos sobre Educação/Alfabetização na época de Setembro, pois que coincide com o início do ano escolar.