Fundação Rotária Portuguesa está mais próxima
e disponível para os clubes rotários

Entrevista aos clubes rotários de Matosinhos e Funchal

António Domingos de Sousa Abreu e Joaquim Sá Pereira Fernandes são, respectivamente, os presidentes do Rotary Club do Funchal e do Rotary Club de Matosinhos, no ano rotário de 2014/2015. São estes os protagonistas da pequena entrevista em que são abordadas questões sobre a relação que os clubes têm com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) e sobre o trabalho desenvolvido pela instituição, que este ano comemora o 55.º aniversário. Oportunidade ainda para abordar a implementação do novo Regulamento para Candidatura a Projectos de Apoio da FRP.

 

António Domingos Abreu: Seria importante a criação de um Fundo Geral de apoio a actividades/acções sem o carácter regimental que o Regulamento actual oferece

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC do Funchal com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projectos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
António Domingos Abreu (A.D.A.) – Naturalmente e, ao longo de mais de oitenta anos de vida do RC do Funchal não é fácil descrever de forma sintética o que tem sido o relacionamento com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP). Diríamos que, do ponto de vista institucional tem sido uma relação normal e que ao longo dos tempos foi registando as limitações e potencialidades que se foram criando. A distância física a que outrora também se juntava a das comunicações, que se faziam por barco e mais tarde por avião é talvez a marca mais forte deste relacionamento que, com excepções, se pauta ainda por alguma falta de proximidade, física mas também funcional. Creio que há um espaço enorme de melhoria que teremos que tornar mais curto, por via do trabalho e organização, sobretudo a partir do clube. É uma responsabilidade que queremos assumir e que está no nosso plano de trabalhos.
N. – Qual a opinião do Club em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
A.D.A. – A FRP tem vindo a melhorar significativamente não só os aspectos de comunicação e informação como também a sua forma de funcionar, parecendo-nos, hoje, mais próxima e mais disponível para com os clubes.
N. – O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento de acção dos clubes rotários portugueses?
A.D.A. – Apesar do esforço de melhoria na comunicação, seria importante a Fundação tentar perceber com maior profundidade a situação dos clubes, que é muito variável mas que, na generalidade, apresentam algumas dificuldades comuns: um quadro social reduzido e envelhecido, dificuldades operacionais e de resposta às oportunidades e consequentemente falta de meios. Com estas dificuldades, é natural que muitos clubes, e é o nosso caso, nem consigam responder positivamente às oportunidades e apoios disponíveis. Seria também importante a criação de um Fundo Geral de apoio a actividades/acções sem o carácter regimental que o Regulamento actual oferece. Talvez uma presença física, através de visitas de responsáveis da FRP aos clubes pudesse constituir uma ajuda para uma maior proximidade entre a FRP e os clubes.
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projectos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o Club nunca candidatou nenhum projecto. Pensam apresentar nova candidatura num futuro próximo?
A.D.A. – Como referido atrás, as dificuldades financeiras aliadas às normas em vigor não oferecem condições, de momento, para que sequer se possa apresentar uma candidatura. É possível que no futuro tal venha a acontecer mas, para já, outras iniciativas estão a resultar mais proveitosas quer para a angariação de fundos quer para o desenvolvimento de projectos de apoio às comunidades locais ou na participação do clube em acções mais gerais em Rotary. O RC do Funchal tem neste momento no terreno dois projectos muito fortes e visíveis, com grande impacto. Trata-se da angariação e entrega de cadeiras de rodas e andarilhos quer a cidadãos portadores de deficiência quer a instituições de reabilitação e ainda do projecto “Broa Solidária” que promove doces tradicionais madeirenses angariando contribuições para a participação em outras acções como a luta contra a poliomielite e a ajuda em bolsas de estudo.

 

RC Funchal

Funchal: O Funchal é uma cidade portuguesa na ilha da Madeira, capital da Região Autónoma da Madeira e a mais populosa fora do território continental português. A cidade coincide com o seu concelho, e tem 76,15 km² de área e 111 892 habitantes (2011), subdividindo-se em 10 freguesias. A área metropolitana do Funchal, que inclui os concelhos de Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Santa Cruz e Machico, tem uma população superior a 225 mil habitantes. O município é limitado a norte pelo município de Santana, a nordeste por Machico, a leste por Santa Cruz e a oeste por Câmara de Lobos, sendo banhado pelo oceano Atlântico a sul. Foi a João Gonçalves Zarco que coube a capitania da cidade em 1424, ano em que se iniciou o povoamento. As ilhas Selvagens, 250 quilómetros a sul do Funchal, pertencem a este município, havendo desta forma descontinuidade territorial. Rotary Club do Funchal: 22 rotários

 

 

Joaquim Fernandes: O foco principal da FRP deve ser o apoio a estudantes

Notícias (N.) – Desde a sua fundação como tem sido a relação do RC de Matosinhos com a Fundação Rotária Portuguesa (FRP) em termos de projectos, parcerias e/ou solicitação de apoios?
Joaquim Fernandes (J.F.) O RC de Matosinhos tem proposto estudantes para serem apoiados por bolsas de estudo da Fundação Rotária Portuguesa (FRP). No passado ano lectivo, a bolseira que estávamos a apoiar terminou a sua licenciatura e veio apresentar-nos a sua tese de mestrado. No ano rotário 2013-2014, o clube recebeu o apoio da FRP para um projecto que visava a Obra do Padre Grilo, em Matosinhos. O capital do nosso clube destinado à entrega anual de prémios escolares é gerido pela FRP, há mais de dez anos.
N. – Qual a opinião do Club em relação ao trabalho que a FRP tem desenvolvido?
J.F. – A FRP tem desenvolvido um amplo trabalho ao longo dos anos. Entendo que o seu foco principal deve ser o apoio a estudantes através de bolsas de estudo ou outros programas direcionados para o ensino.
N. – O que deve a FRP fazer para melhorar a sua relação com os clubes? Como pode a Fundação ser o instrumento de acção dos clubes rotários portugueses?
J.F. – Considero que a FRP tem uma relação de proximidade com os clubes. Devo salientar que o presidente do Conselho de Administração da FRP tem visitado o RC de Matosinhos todos os anos e por mais do que uma vez. A FRP pode ajudar os clubes a divulgar a imagem de Rotary.
N. – No âmbito do novo Regulamento para a Candidatura a Projectos de Apoio da Fundação Rotária Portuguesa o Club candidatou um projecto. Pensam apresentar nova candidatura num futuro próximo?
J.F. – Estamos a estudar a possibilidade de uma candidatura na fase de Setembro.

 

RC Matosinhos

Matosinhos: Matosinhos é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito do Porto, Região do Norte e sub-região do Grande Porto. Localiza-se na Grande Área Metropolitana do Porto. É sede de um município com 62,42 km² de área1 e 175 478 habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila do Conde, a nordeste pela Maia, a sul pelo Porto e a oeste tem costa no oceano Atlântico. No litoral da cidade situa-se o porto de Leixões, o segundo maior porto artificial de Portugal e segundo porto marítimo da Área Metropolitana do Porto. Parte do aeroporto internacional do Porto abrange os limites municipais. Rotary Club de Matosinhos: 22 rotários