Primeira Dama de Moçambique
visitou Associação Raríssimas

Teresa Mayer acompanhou visita de D. Isaura Nyusi

A Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, com sede na Moita (Seixal), acolheu a visita da primeira Dama de Moçambique D. Isaura Nyusi. A visita inseriu-se no âmbito da preparação de uma colaboração entre a associação e Moçambique e pretendeu dar a conhecer a sua acção no terreno.
Teresa Mayer, presidente da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) representou a instituição no encontro que teve lugar na Casa dos Marcos, no que foi acompanhada por Afonso Malho, governador indicado D. 1960 ano 2017-2018, que representou o seu clube, Rotary Club da Moita.
A anfitriã Paula Cristina de Brito Cardoso da Costa, presidente da associação, sublinhou no encontro que «o olhar estratégico da Raríssimas fê-la estender as mãos aos países em vias de desenvolvimento, às mães como eu, aos técnicos como os que aqui trabalham» e afirmou que a «instituição está evidentemente disponível para a ajudar [à primeira Dama de Moçambique] nas causas que decidiu abraçar, assumindo simplesmente que levará no peito as crianças afectadas com doenças menos frequentes que se cruzaram com V.ª Ex.ª hoje na Casa dos Marcos».
Por seu lado, a primeira Dama de Moçambique, D. Isaura Nyusi, após a visita e a reunião com a direcção da associação, tida como uma referência no nosso país na sua área de actuação, e escolhida para reforçar a cooperação bilateral entre os dois países, manifestou-se emocionada com esta sua experiência principalmente com a visita à Unidade de Cuidados Continuados.
Sublinhou, no breve discurso que gostaria de «permitir a todos os moçambicanos com as mesmas carências e portadores de uma doença rara terem acesso a estes cuidados».
Mulher de causas D. Isaura Nyusi sustenta que «só com a tolerância, solidariedade, união e trabalho podemos construir o nosso país».

A Casa dos Marcos: um projecto que nasceu na Moita

A Casa dos Marcos é o maior projecto da Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras. O espaço, segundo a associação foi imaginado «por um menino raro» e localiza-se na Moita. Na página da associação na internet – http://www.rarissimas.pt/ – explica-se ainda: «com um modelo assistencial único e de dimensão transnacional, a Casa dos Marcos constitui uma resposta inovadora às manifestações de necessidades comunicadas por doentes portadores de patologia rara, respetivas famílias, cuidadores e amigos, através da disponibilização de um conjunto de serviços especializados, que incluem: Unidade de Lar Residencial, Unidade de Residência Autónoma, Centro de Atividades Ocupacionais, Unidade Clínica (aberta também à comunidade), Unidade de Medicina Física e Reabilitação, Centro de Recursos, Unidade de Cuidados Continuados Integrados, Unidade de Investigação.

Pela sua importância e relevância para o momento vivido na Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras – Organização sem fins lucrativos, publicamos, na íntegra o discurso de Paula Cristina de Brito Cardoso da Costa, presidente da associação, que se dirigiu a D. Isaura Nyusi, primeira Dama de Moçambique; aos directores da Raríssimas; a Teresa Mayer, presidente da Fundação Rotária Portuguesa; a Afonso Malho, governador indicado D. 1960 ano 2017-2018 e aos colaboradores da associação.

 

“Esta história começou por ser 1 história de uma mãe e de 1 filho.
Bem podia ser de 1 mãe e de 1 filho de qualquer parte do mundo, mas não!
Seria mais natural, digo eu, que esta história tivesse nascido em qualquer outro país da europa que não este, mas não… Quis Deus que fosse a história de uma mãe e de um filho portugueses.
Foi em 1988 que uma mãe, que hoje presidente da Raríssimas, tivera o seu primeiro filho com 21 anos.
Era uma criança, bem sabemos, mas confrontada com a adversidade mudou o mundo, tendo resultado na construção desta magnífica obra única no mundo, a pedido do seu mais que tudo, a quem chamou Marco.
De um luto penoso à inauguração da casa dos Marcos passaram apenas 7 anos.
7 anos de muito trabalho mas muita esperança!
7 anos em que o seu lema foi também o meu: “simplicidade, nunca desista, acredite no que está fazendo, goste do que está fazendo, mesmo que os outros não entendam”.
Portuguesa de coração sempre quis que o seu país dignificasse as doenças raras, mesmo que de imediato não fosse compreendida a importância e magnitude deste projecto, rapidamente tal se transformou numa falsa questão e hoje… a Raríssimas tem no Governo de Portugal o seu parceiro número 1.
A internacionalização da Casa dos Marcos sempre foi assim 1 dos objectivos estratégicos, que aconteceu de forma natural, tendo acolhido entre outros, nomes ilustres como a Rainha de Espanha, Letizia de Ortiz e hoje, a I Dama de Moçambique, D Isaura Nyusi.
O olhar estratégico da Raríssimas fê-la estender as mãos aos países em vias de desenvolvimento, às mães como eu, aos técnicos como os que aqui trabalham e dizer-lhe que esta Instituição está evidentemente disponível para a ajudar nas causas que decidiu abraçar, assumindo simplesmente que levará no peito as crianças afectadas com doenças menos frequentes que se cruzaram com V.ª Ex.ª hoje na Casa dos Marcos.
Disse V.ª Ex.ª publicamente à poucos meses atras que:
“Só com a tolerância, solidariedade, união e trabalho podemos construir o nosso país”.
Isto é válido não só para Moçambique D Isaura Nyusi, mas para todos aqueles que decidam, em qualquer instância da sua vida, mudar o mundo. É por isso também o lema de Portugal e em particular da Raríssimas, por isso… creia que poderá contar connosco, e com a mãe do Marco em particular!
Esta história começou assim por ser a história de 1 mãe e de um filho e é hoje, a história de milhares de mães e de milhares filhos, a quem nós devemos protecção!

Obrigada pela sua visita e por nos reconhecer pela excelência no tratamento dos filhos como o meu!”