“A Educação é a nossa grande aposta”

Candidatura a projectos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa

“Notícias” da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) dá continuidade à divulgação de projectos enquadrados no âmbito do novo regulamento de candidatura a projectos de apoio da FRP. Falámos com Vicente de Sousa Gonçalves, do Rotary Club de Ermesinde e responsável da Comissão da Fundação Rotária do clube e também responsável por acompanhar o projecto “Atribuição de 4 Bolsas de Estudo Ensino Superior”. O projecto tem por objectivo a concessão de bolsas de estudo a quatro alunos do Ensino Superior. Os beneficiários são os jovens Cátia Carina Barreira Carvalho, Adriana Sofia Jesus Gonçalves, Ana Sofia Lopes Neto e Jéssica Carneiro da Rocha. O projecto enquadra-se na ênfase “Alfabetização e Educação”.

Notícias (N.) – O RC de Ermesinde desde a entrada em vigor do novo Regulamento de Candidatura a Projectos de Apoio à Fundação Rotária Portuguesa candidatou 2 projectos na área da Educação/Alfabetização e um na área do Combate à Fome e à Pobreza. A Educação é a grande aposta do clube?
Vicente Gonçalves (V.G.)A educação é a nossa grande aposta, dentro da limitada capacidade de intervenção dados os escassos recursos materiais. Pensamos que esta área se adequa bem à actividade do movimento rotário e da FRP. Motivos pessoais também me levam a valorizar esta área.
N. – Actualmente tem a decorrer um projecto na área da Alfabetização/Educação (4 bolsas de estudo). Como está a desenrolar-se o processo que termina no final de Julho?
V.G.O desenvolvimento do projecto não tem nada de especial durante o seu desenvolvimento. Procuramos, contudo, manter contacto com os bolseiros. São convidados para estar presentes nos principais eventos do clube: tomada de posse do presidente, visita do governador e sarau, sendo este último o principal evento de manifestação pública do clube na comunidade e durante o qual se presta homenagem com atribuição de um prémio pecuniário ao melhor aluno finalista respectivamente das Escolas Secundárias de Ermesinde e de Alfena.
N. – Para concretizar este projecto têm parcerias?
V.G.Este projecto só foi exequível por ter havido parcerias: duas empresas e um particular; o clube não tem fundos próprios para subsidiar este projecto ou outros.
N. – Qual é a reacção das famílias a este apoio dirigido a ajudar a vida académica dos jovens estudantes?
V.G.Naturalmente que agradecem o apoio. As carências são grandes e uma pequena quantia, insignificante para quem tem possibilidades económicas, significa para essas famílias e jovens uma grande ajuda.
N. – A área da Alfabetização/Educação e a do Combate à Fome e à Pobreza são duas áreas a que o clube tem dado especial atenção. Pensam diversificar a vossa acção na comunidade?
V.G.É difícil diversificar e fazer mais projectos. Para com os bolseiros, tendo estes aproveitamento escolar, há uma obrigação moral de continuar a apoiá-los. O clube não tem recursos, a FRP também vê a redução das suas capacidades e as empresas retraem-se nas parcerias. O clube apresentou um projecto para candidatura a subsídio distrital, visando o financiamento na aquisição de algum equipamento para uma nova unidade funcional da Unidade de Deficiência do Centro Social e Paroquial de Alfena. Será que teremos de concorrer com este projeto à FRP?